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Em teoria, as habilidades, que são as aprendizagens essenciais, devem desenvolver as competências específicas do componente curricular, que devem estar conectadas às competências específicas da área de conhecimento, que por sua vez devem levar ao desenvolvimento das competências gerais. 

Nessa configuração, deveríamos nos preocupar em desenvolver 26 competências! Seriam dez da Educação Física, seis da área de linguagens e dez competências gerais da BNCC

Interessante notar que as competências da Educação Física estão muito conectadas às habilidades da disciplina, inclusive no modo como foram descritas. 

O texto de introdução da BNCC descreve que as habilidades são as aprendizagens essenciais que concorrem para assegurar aos estudantes o desenvolvimento das 10 competências gerais. 

Portanto, deve-se dar maior importância para propor situações de aprendizagem que levem os alunos, intencionalmente, ao desenvolvimento das competências gerais da BNCC. 

A proposta de que todos os componentes curriculares também desenvolvam as competências gerais também possibilita uma integração entre as áreas de conhecimento e entre os componentes curriculares. 

 
 

Pode-se propor que os alunos exponham sobre o que conhecem sobre exercícios físicos, se sabem as diferenças entre exercício físico e atividade física.
Definição de atividade física e exercício físico pela OMS:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia – incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer. O termo “atividade física” não deve ser confundido com “exercício”, que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico.

Disponível em: http://actbr.org.br/uploads/arquivo/957_FactSheetAtividadeFisicaOMS2014_port_REV1.pdf

Pode-se propor experimentações de exercícios físicos utilizando como estratégia um circuito com estações que trabalhem diferentes regiões corporais ou diferentes capacidades físicas, como flexibilidade, resistência ou força muscular. 

Ao final da experimentação, os alunos podem compartilhar o que sentiram, analisando e discutindo sobre as diferenças entre eles. Pode-se também comparar aqueles que praticam com aqueles que são sedentários, inclusive em termos de hábitos do dia a dia e gosto pessoal.

Os diálogos podem levar a discussões sobre os objetivos com a prática de exercícios. Atletas profissionais precisam ter um bom rendimento para receber melhores salários, enquanto outros praticantes querem ter um corpo adequado aos padrões de estética atuais. Independente dos objetivos, há pessoas que se utilizam de substâncias químicas, que podem ser medicamentos para emagrecer, para aumento de massa magra, para dar energia para o treino, entre outros. 

Essa habilidade pode ser ampliada por meio de pesquisas sobre atletas que fizeram uso de medicamentos e tiveram problemas de saúde (além de questões éticas) ou de um convite para um especialista dialogar com os alunos sobre a utilização desses recursos. 

Na proposta da BNCC, é fundamental que as aulas ou sequências didáticas tenham intencionalidade no desenvolvimento das competências gerais. Importante aqui perceber que não se trata de desenvolver todas as competências gerais ou somente uma das competências por habilidade. 

Esta conexão às competências gerais irá depender da forma como a aula ou sequência didática será conduzida, de acordo com a sua realidade.  

No exemplo acima pode ser desenvolvida a competência 8, que se relaciona às dimensões de autoconhecimento e autocuidado, e a competência 9, que se relaciona à dimensão de empatia, na medida em que os alunos reconhecem as diferenças de sensações durante a prática e as diferenças de gosto pessoal acerca da atividade física. 

Numa situação de estudo de caso sobre utilização de medicamentos por atletas, os alunos podem ainda perceber que eles sofrem pressão por resultados e que, em momentos difíceis, a utilização de medicamentos parece ser a única alternativa para melhora de rendimento.

Autor

Mário Ribeiro Pedroso Júnior
Assessor de currículo de Educação Física da SRE - Gurupi - TO Graduações: Administração de empresas; Licenciatura plena em Educação Física; Técnico em Sistemas para Internet; Técnico em Gastronomia; Pós graduado em Nutrição Esportiva e Prescrição e acompanhamento de treinamento físico.

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